Theo Oliveira
ne quid nimis

Hora Errada 13 de setembro de 2016

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Uma casa isolada. Em um enorme gramado ralo, queimado pelo sol, amarelo. Vivia uma Senhora, avançada no tempo, quebradiça. Seu marido voltara a casa eterna, e por isso convivia apenas consigo e a vida. Cansada mas com olhos vividos, brilhantes. Cuidava de suas plantas quando uma carta chegava. “Querida …”- dizia no começo – “Não há nada mais difícil do que dizer estou voltando para casa”, terminava. “ai meu Deus”, suspirava a Senhora. Dias passados. Meses. “Mãe!” -alguém gritava – “Mãe!” – batia palmas agora. Sem resposta, entrava. “Tem alguém ai?” – sentiu cheiro de comida. Fria, Ela apenas deitada ao chão segurando a carta.

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Não Mate Índios. Mate apenas Brancos 4 de setembro de 2016

Attributed_to_Karl_Bodmer_-_Capture_of_the_Calloway_Girls_and_Jemima_Boone_-_Google_Art_ProjectModernos querem preservar culturas antigas, como as indígenas mas estão prontamente dispostas a destruir a fundação de suas próprias sociedades. A lógica da preservação deveria valer para ambas. Se devo preservar certa cultura por ter um valor intrínseco, independente de não concordar com suas práticas (assassinato de bebês e crianças especiais, casamento infantil, caça de animais em extinção etc) porque outras não deveria receber o mesmo tratamento?

Somos tão rápidos a criticas os problemas de nossa sociedade mas tão misericordiosos com culturas indígenas que devem ser tão criticadas quanto.

Sempre voltamos aquela velha história do bom selvagem. Desenhos (Pocahontas, por exemplo), filmes e literatura ainda nos vendem que índios são gente boa. Não guerreiam, mata, estupram ou mentem. Basicamente não são seres humanos, são seres divinos. Isso não é verdade. Não há tanta disparidade entre os homens ao longo das eras e culturas. Sempre tivemos os mesmos problemas de sempre. Nossa única diferença é que adicionamos tecnologia que culminou uma gigantesca interação entre países. Nada mudou.

Somos seres decaídos. Sejam brancos, pardos, negros e índios, nenhuma raça escapa dessa característica. Apesar disso, teimam em pintar indígenas como gente de alta cultura, sábios e para onde heróis de filmes normalmente buscam conselho. Essa imagem fictícia e toda a ideologia da esquerda quer provocar um ódio latente pelo Ocidente (e portanto, pelo Cristianismo) e dar o papel de vilão para o homem branco.

Esse monomania de culpar o homem branco por tudo de ruim que acontece no mundo exerce uma tremenda influencia nas politicas publicas. Cria-se incentivos de todo tipo para minorias como forma de desculpa histórica do branco. Olhamos para a humanidade com uma visão de que ninguém além do homem ocidental trouxe mazelas aos outros homens. Terroristas islâmicos? Culpe os brancos. Assassinatos de negros? Culpe os brancos. Morte entre homossexuais? Culpe os brancos. Essa cultura que com seu olhar míope não enxerga os erros de todas as culturas: negras, hispânicas, indígenas, asiáticas etc.

Basta ser humano para cometer erros. No entanto, continuamos a enxergar índios com um olhar de ternura. Achamos que são mais puros e mais santos que nós. Intocados. Nada mais longe da verdade.

Essa cultura contra o branco floresceu. E temos seus frutos hoje. Espancam brancos e brancas na França, e postam no youtube. Mulheres negras se juntam para bater em uma menina branca, e postam nas redes sociais, se gabando. Divida histórica? Não. Apenas estupidez. Estupidez humana.

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Como forjar sua Alma 29 de agosto de 2016

Forjar a vontade através da rotina. Talvez uma das coisas mais difíceis da vida. E muito mais difícil nos dias atuais quando estamos anestesiados pelo prazer sem fim. Força de vontade é uma coisa rara. Perdemos ela ao longo do caminho, das dores, dificuldades, decepções. É ai que entra a constância da rotina. Fazemos não porque sentimos vontade(sic) mas porque queremos vontade. A falta de vontade nos torna apáticos, subservientes da realidade e tristes. Exercemos nossa humanidade através da vontade, sem vontade não há homem. E não digo vontade na aparência de tirania do eu mas sim daquilo que nascemos ou precisamos fazer. Aquilo que é bom e necessário que façamos. Sem horários ou metas definidas vagamos sem rumo. Vagamos como Aragorn em Senhor dos Anéis. E assim como ele sabemos que fomos feitos para mais. Contudo, nos acostumamos a mediocridade. A não dar vazão a tradição diária daquilo que nos torna gente. Rotina não apenas define caráter, define alma.

Um certo ditado diz: hábito é uma segunda natureza. Ou seja, no fim de todas as coisas, aqueles que tiveram seus hábitos (ou como disse Jesus “seu tesouro” em Matheus 6:21) tiveram seus corações inclinados as coisas deste mundo ou do vindouro.

“Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.” Romanos 8:5

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Não é sobre o menino de Aleppo 19 de agosto de 2016

aleppo-meninoNão é sobre o menino de Aleppo. É sobre dominação mental. É sobre um modelo de pensamento a goela abaixo. É sobre um tipo de jornalismo que apenas copia e cola, não pensa. É sobre uma narrativa que não se valida na realidade.

É sobre ser conivente com o inimigo que não pode ser nomeado. É sobre culpar bombas e não humanos. É sobre negar a existência de crianças ocidentais mortas em atentados porque não serviam ao proposito propagandista. Pouco se importam com a criança de Aleppo, ela não é uma criança, apenas um simbolo dos “horrores” da guerra.

Descaraterizado de humanidade para usá-lo como bandeira. Não é sobre chamar terroristas de “rebeldes”. Não é sobre a violência sistêmica do Islã contra ocidentais e contra eles mesmos. Não é sobre os terroristas que por acaso (todos) leram o corão.

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Categorias: Politica

O Fim da Infância 15 de agosto de 2016

crianca_sozinhaA medicina e a tecnologia mudou como nos relacionamos com crianças. Não somente através de anticoncepcionais as evitamos mas através de outros meios as tornamos acessórios, as sexualizamos e por fim as abortamos. É o fim da infância.

O mundo tem se tornado um lugar hostil a elas. De diversas maneiras tornamos a vida das crianças, e essencialmente, a infância mais difícil. Evitamos ao máximo que elas venham a existência com uma infinidade de métodos contraceptivos. As que são permitidas de viver normalmente se tornam filhos únicos, ou seja, passam a infância sem ter com quem brincar e compartilhar. É claro que adultos equilibrados nem sempre tem irmãos. A infância (boa ou má) de alguém não é sempre definitiva na vida adulta. No entanto, muitos filhos solitários perderam a oportunidade brincar com seus irmãos e irmãs para sempre. Quando mais velhos não podem dividir as cargas da vida com os mais velhos, ajudar seus pais, familiares e a si mesmos. Perde-se o pertencimento familiar que devemos podemos sempre voltar ao longo da vida.

O mito da superpopulação apenas funcionou com um propósito: promover a morte de bebês através do aborto. Crises e mais crises se acumulam nessas ultimas décadas e nos perguntamos o porquê. Sistemas previdenciários estão quebrados ao redor do mundo, e ninguém sabe a razão. A família, que sustenta isso tudo, está sumindo.

A realidade é em Estatística há uma média que determina quantas crianças são necessárias para “substituir” a geração anterior. Quando um país chega a este numero, a população envelhece, sem força de trabalho, o sistema previdenciário incha sem ter a juventude para pagar. Apesar disso nos é dito que o no mundo há pessoas demais. Isso mesmo com estatísticas que dizem que 50% dos países estão abaixo da taxa de fertilidade aceitável.

Impedidos da Inocência

Crianças hoje são perseguidas por todos os meios para perder a inocência cade vez mais cedo. Incentivados a serem sensuais, a ouvirem musicas sobre sexo e assistirem filmes, novelas e desenhos sobre sexo. Ensinam, todos eles, que fazer sexo ou ter um namorado é sua razão de viver. Deturpados pela mídia, literatura e musica, meninos e meninas buscam se autoafirmar ao buscarem essa liberação do libido. Relacionamentos e sexo são obrigatórios para compensar a falta de direção de crianças que já perderam a infância a tempo. Adolescentes grávidas são regra, e não exceção.

A modernidade trouxe liberdade sexual sem responsabilidade. Essa liberdade possibilitou diversas escolhas mas sem a construção de uma consciência que saiba escolher bem. Adolescentes são mimados a vida toda, e sem nenhum tipo de compromisso tornam-se pseudo-adultos. Por achar que podem fazer o que bem entendem, o fazem com a noção que são “independentes”. Sua maturidade está apenas na noção que de tem a liberdade total de fazer qualquer escolha. O ponto é que ser adulto não é apenas isso. Maturidade está relacionada a dever. Adultos que crescem sem a ideia de dever se tornam crianções.

Nações de Bebezões

Já vivemos em um mundo que Crianças são criadas por engenharia social através de Estados e Mídias controladoras. Já vivemos uma distopia. Pais dão mais atenção a cachorros e ao seu smartphone do que a seus filhos. Pessoas se importam mais com a discussão de qualquer subcelebridade no twitter do que a Mãe moribunda. E ainda assim, nos perguntamos o que há de errado no mundo.

Crianças estão em extinção. Ao fortalecemos a ideia de que filhos são um peso, tristeza e dor não ajudamos em nada a resgatar a ideia da beleza da infância. Ao passo que vemos adultos infantis, vemos também crianças adultas. Em certos casos, crianças tomam para si a responsabilidade que deveria ser de seus adultos. Do outro lado vemos infantes que se auto afirmam maduros por diversas razões fúteis (transar e sair sozinho, por exemplo).

No processo de destruição da infância a pornografia e a sexualização são os meios mais rápidos. Cada vez mais cedo, sem querer, crianças acabam esbarrando no mundo da pornografia e ouvem musicas que falam que tudo existe na vida é sexo. Como esperar que adolescentes não engravidem? Falamos sobre sexo como a solução para os problemas da humanidade, quando na verdade é quase o oposto. E com essa falação não apenas tornamos mais sensíveis meninos e meninas mas impedimos eles de viver sua infância e adolescência de maneira sadia. À exemplo de “grandes” cantoras teens da atualidade, como Taylor Swift e Miley Cirus demonstram como essa sexualização cedo pode causar.

Incentivamos o sexo cedo mas não permitimos que outras áreas da vida das crianças sejam desenvolvidas. Crianças não podem exercer responsabilidades porque são crianças. Privadas de trabalhar cedo, cuidar de irmãos ou mesmo ficar sozinhas criamos e mantemos elas como bebezões. Sem responsabilidade continuam ao iniciar a vida sexual, sem perder a imaturidade aprendida. Criam crianças piores do que já são. O ciclo está criado.

Incentivados a não envelhecer

A falta de amadurecimento nos adultos de hoje é evidente. Após décadas de crianças sem responsabilidade, criar adultos maduros é quase impossível. Não aprenderam a lidar com frustrações e deveres, logo, são egocêntricos ao extremo. Lidam com as esferas da vida como um bebezão. Querem apenas o melhor com menor esforço possível, e com muito prazer envolvido. Esperam todo o tipo de incentivo e facilidade e não querem se comprometer a ponto de sofrer pela tarefa.

Adultos imaturos crescem e querem sempre ser o eterno jovem. Não aceitam o envelhecimento. Plásticas, silicone e todo tipo de artifício para torná-los mais “jovens”. Isso apenas reflete seu interior, que longe de ter crescido quer manter as características mentais e físicas de um adolescente. E por estes motivos evitam ao máximo criar outro adolescente, ou criança, visto que basta apenas uma casa.

O Fim da infância vem através das poucas que nascem por adultos relutantes de terem responsabilidades. Nascem em meio a uma cultura que as estupra com a cultura do sexo como libertador. Por fim, a inocência entra em extinção.

 

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Onde morrem os Lápis 11 de agosto de 2016

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Não há nada mais triste do que lápis mortos. Na verdade há coisas mais tristes mas são frutos de outras coisas.

A morte é uma coisa triste, a de lápis uma das piores. E não se trata de quando não eles não são apontados. Se trata de quando ninguém os usa. Na realidade ninguém os defende, o que torna a coisa toda pior. Os matamos quando não os usamos devidamente. Eu troquei eles por lapiseiras. É, eu sei, horrível. Mas muito pior foi quando sem razão aparente os lápis decidiram parar de escrever. Ai sim descobrimos sua falta. Era tarde.

 

 

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Do que vi no reflexo de seus olhos 22 de julho de 2016

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Subalterno sempre obedecia a Mestre. Ao passar do tempo passou a obedecer a Grande em tudo. Na próxima incursão deveria se mostrar fiel a Grande, e por isso, deveria fuzilar refugiados de outra tribo. Já no local, descobriu que o grupo era de crianças. Nada mudou. “Eram apenas menores”, dizia Grande, “São tão infiéis quanto os Ocidentais”. No momento do extermínio, e dada a ordem, uma criança o olhou em seus olhos e se viu no reflexo deles. Por fim, ouviu uma voz dizendo: “Este é o seu abismo, contemple sua condenação.”

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Porque Matt Damon não entendeu Jason Bourne 16 de julho de 2016

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Jason Bourne está de volta, Matt Damon esta lançando mais um filme da franquia Jason Bourne. O engraçado é que também está fazendo declarações sobre sua posição contra o porte de armas. Isso não faz muito sentido por algumas razões. Primeiro, o filme é uma peça pró-arma. Segundo, o enredo da trilogia de Jason Bourne não apenas valoriza o valor do porte de armas mas também valoriza os pressupostos que os defensores do porte apoiam. Logo, posso entender que, ou Matt Damon não entendeu o filme que fez e as motivações da personagem, ou, ele decidiu não entendê-lo.

A Trilogia Bourne: um resumão

Jason Bourne é uma personagem de um filme de ação. Os filmes trouxeram até uma renovação no gênero com relação as lutas e um certo tipo de realismo que faltava. Tirando esses aspectos estéticos, a trilogia é basicamente um ex-agente do governo que luta contra esse mesmo governo (ou parte dele) por ter se tornado totalitário, corrupto e desumano. A trama gira toda em torno da tentativa de descobrir quem ele foi anteriormente e como voltar a uma vida normal. E para descobrir isso qual é uma das ferramentas que ele mais usa? Armas. Todos querem matá-lo, e como eles são do governo, provavelmente se safarão dos crimes, logo, nada mais justo que ele as use para se defender. Mas Jason Bourne não é apenas um filme de ação (bom, diga-se de passagem) mas deve ser observado além daquilo que vemos. O Filme fala de um individuo que não tem nada para se defender da injustiça de um governo corrupto, que quer matá-lo, a não ser a violência na forma da arma. Essa abstração é necessária para entendermos certos pressupostos do filme sobre sua defesa ao porte de arma. E isso nada tem haver com misturar realidade com ficção. Estamos falando de defesa de ideias, algo que todo filme faz, quer queira ou não.

Porque devemos (as vezes) misturar ficção e realidade

O interessante disso tudo não foi a posição de Matt sobre armas. É de se esperar que atores de Hollywood sejam politicamente corretos até o talo. O fato é que qualquer critica ao ator pode cair no argumento pontual mas superficial: O que tem a ver ele defender a proibição de armas e fazer um filme sobre armas? Ficção e realidade não se misturam! Bem, até certo ponto sim, mas nem sempre. A verdade é que Ficção e Realidade são primas, e elas se conversam. Não podemos imaginar um mundo que realmente ache que Ficção e realidade não estão relacionadas?

Ganhar dinheiro com um filme que usa de armas mas na vida pessoal promover a proibição delas é uma lógica estupida. Por isso devemos imaginar uma situação para exemplificar quão idiota isso é. Há certa escritora de livros para emagrecer. Agora imagine ela gorda. Pode a escritora promover emagrecimento sendo gorda? A ideia é a mesma: ganhar dinheiro vendendo uma ideia mas não viver ela na vida pessoal é hipocrisia. Você pode dizer:“Mas nem todo ator vive aquilo que sua personagem vive”. A resposta para esse contra-argumento é outra exemplificação: Imagine um filme sobre um homossexual que defenda os direitos LGBT e o ator ao mesmo tempo que lança o filme começa a declarar suas opiniões contrárias a prática. Se tal ator existisse, sua opinião e contexto não seriam apreciados. Porque Matt Damon deveria ser?

O problema nesse tipo de atitude é que quando atores se metem, há muito pouco a fazer. Há muita simpática e emoção envolvida. A mídia também torna a discussão pobre por ser seletiva em suas criticas para assuntos que lhe agradam. E por isso Matt Damon não pode criticado por ser contra armas. Já em outros contextos, há criticas diversas à aqueles que defendem o porte, limitação da imigração e um Estado pequeno. Jason Bourne é um defensor da liberdade individual contra a tirania de Governos que sabem o que é “melhor” para nós. Matt Damon faz um desserviço a discussão por não entender isso.

Porque Jason Bourne é fruto do controle de armas e do Estado Big Brother

Jason Bourne nasceu do projeto Treadstone que visava manipular a mente de soldados para se tornarem assassinos. O objetivo era matar aqueles que o projeto considerava “perigoso” em nome da “segurança nacional”. Treadstone é fruto de um Estado inchado, controlador e sem qualquer prestação de contas. Um Estado assim impõe controle de armas ao cidadãos mas não a si mesmo, logo, se vê na obrigação de cuidar de seu povo, mesmo que isso signifique matá-lo. Tudo em nome de um “bem maior”. É sob essas lentes que se deve enxergar o filme: Um Governo sem prestação de contas e Grande começa a cercear direitos fundamentais para impor mais controle. O porte legal de armas é um problema porque impede que o Governo crie insegurança.

Tudo que Jason Bourne tenta fazer do primeiro até o terceiro filme é voltar a sua vida normal e trazer a tona toda a sujeira do projeto. Ao tentar descobrir seu passado e como parou ali, o projeto Treadstone está ameaçado. É o suficiente para uma queima de arquivo se inicie. Em um País onde não há acesso a armas, Jason Bourne não sobreviveria. O ideal do cidadão desarmado não é promover segurança em um País mas sim reforçar o controle do Governo sobre os mesmos. Ao desarmar pessoas comuns não apenas se impede que elas se protejam e protejam seus entes queridos mas os faz dependentes do Estado. É por esse motivo que os contrários as armas sempre concluem que pessoas comuns são incapazes de se proteger sozinhas. Para Elas, o Governo é feito de seres semimíticos que impedem que desastres naturais e tragedias aconteçam simplesmente por existirem. Cidadãos não são capazes de aprender, treinar-se e se proteger por devem estar sempre obedientes e submissos a paternidade Estatal.

Porque Matt Damon não entendeu Jason Bourne

O ator não apenas é um bom hipócrita (como todo ator de Hollywood) mas também não compreende a natureza humana em sua extensão. Não entende que a humanidade precede os Estados e Governos, e por isso tem o dever de se proteger contra Eles e outras ameaças. A vida de Jason Bourne passou a pertencer ao Governo como arma biológica pelo simples fato do mito de que estaremos mais seguros se deixarmos o Estado saber o que é melhor para nós, o que inclui ter armas ou não. Esse mito nos diz que é mais seguro não sermos responsáveis por nós mesmos, e deixarmos o Estado nos dirigir. Foi essa direção que criou Jason Bourne.

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Porque Você não deveria fazer concurso 9 de julho de 2016

prédio, público, torre alta

Há diversas razões que muitas pessoas dizem porque devemos fazer concurso no Brasil. Dizer porque você não deveria fazer é um ato de rebeldia. E há razões para isso também. Para o Brasil melhorar e para você.

O mercado dos concursos públicos movimentou 50 BILHÕES no ano de 2013 e se já não bastasse cerca de 12% do nosso PIB é gasto com funcionalismo público, acima de países como EUA, Reino Unido e Alemanha. Importante ou não, esses dois fatos não me incomodam tanto quanto me incomoda como se comporta o brasileiro em relação ao concurso e ao serviço público. Infelizmente não conseguimos enxergar o mal por trás dessa cultua pró-concurso em nosso País. E sim, essa cultura pró-concurso é um mal.

O Concurso como salvação

O concurso público no país não é apenas mais um evento da vida como qualquer outro, se tornou uma instituição sagrada que a menor crítica, pedras e mais pedras serão jogadas na sua direção.

A aceitação do concurso público como instituição consolidada, e logo, um mercado lucrativo a favor dela é apenas fruto do pensamento de que não há estabilidade ou segurança em empregos comuns (sic). Os motivos desse argumento são obscuros .

Contudo, acredito haver algumas possíveis razões para que essa ideia seja tão aceita pelo País.

Porque Brasileiros amam um Concurso

Primeiro, brasileiros são imediatistas e procuram sempre o mínimo de esforço como máximo de ganho em menor tempo possível. Brasileiros tem falta de uma visão de médio e longo prazo e são muito conservadores com relação ao ganho por paciência e esforço, vide, amam fazer uma “fézinha” na mega sena.

Segundo, o horror que o brasileiro tem pelo emprego comum são as exigências do emprego comum. Aquelas que todo trabalhador deve se submeter: avaliação da sua performance, constância, excelência, pró-atividade etc. Seja pela falta de comprometimento, profissionalismo e mesmo conhecimento, a insegurança do Brasileiro se deve ao fato de tanto ele quanto seu empregador não tem certeza do que esta fazendo, e seu próprio chefe tem medo de não dar certo por diversas razões. Conhecemos Brasileiros o suficiente para saber o porquê.

Terceiro, as leis trabalhistas brasileiras são uma das mais onerosas do mundo tornando a ação de contratar um peso tremendo para o empregador honesto. Logo, o mercado de trabalho se torna menos competitivo e atrativo. Além de sobrar muito pouco para reinvestimento, o empregador pouco presta atenção naquilo que é o tesouro de uma empresa: o capital humano. Ou seja, de um lado empregados que sonham em fazer nada em uma repartição pública e empregadores que sonham com empregados mais fáceis de contratar, e que são qualificados.

Quarto, a malandragem brasileira. Empregadores espertões mantêm o status quo de que todo empresário é da raça de víboras demoníacas prontas para destruir o mundo. Os funcionários não ficam longe disso, por isso os dois brigam e culpam o outro pela própria falha. Essa ideia é reforçada pela cultura brasileira burocrática, de altos impostos e de jeitinho brasileiro. Enfim, difícil dar certo quando além de caro é ineficiente.

Porque o Concurso se tornou viável

O concurso se torna viável porque além de manter nossa ineficiência e não nos exigir tanto, é pago pelo Estado. Esquecemos que pagamos nosso próprio salário e que ele é pago por impostos. Queremos acreditar que não pagamos por nossa burocracia, falta de qualificação e incompetência.

O Concurso como animal em extinção

O concurso está em extinção pelo menos é o que pensa A ANPAC, Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos. É um simbolismo que concurso precisa de apoio e proteção. Um termo que normalmente usado com ser humanos ou animais em extinção. Essa mentalidade demonstra o real estado cultural do brasileiro.

Levamos a sério um modelo que valoriza na sua maioria pessoas pouco qualificadas mas que sabem que já deveriam ter aprendido na escola aquilo que se exige. A maioria dos concursos além de ser usado para gerar algum recurso para prefeituras etc, também estratifica a mediocridade do sistema educacional. Poucos são os mesmos que avaliam coisas além de Português e Matemática básica. Como esperar desenvolvimento se sua própria população procura a solução mais fácil?

O Concurso estaciona vidas

O concurso para a vida brasileira no marasmo burocrático. Exigimos um Estado com menos impostos e menos burocracia mas amamos o concurso. Essa instituição mantêm todo o aparato e espirito de que precisamos de um estado grande que engloba toda a vida, inclusive a profissional, influenciando não apenas como vemos o trabalho mas como também vemos o estudo.

Na escola estudamos o suficiente e as vezes mau passamos por ela. O concurso vem como a solução profissional daquilo que sempre fizemos: estudar apenas o suficiente e o pontual. Passamos no concurso para estacionar no que deveria ser um esforço mais longo de busca pelo conhecimento, crescimento e desenvolvimento profissional e pessoal. Nada disso importa quando se passa para um concurso.

O Concurso nos faz esperar pelo Estado como salvador

O concurso público torna comum procurar uma solução de algum problema na sociedade com a resposta pública. Para tudo temos uma secretaria, uma instituição pública para solucionar nossos problemas. Não existe na nossa cultura uma busca sistemática, informal e advinda da sociedade civil de soluções eficientes. Esperamos sempre pelo Estado. Dizemos: Falta investimento público, falta interesse do Governo etc.

O que o Concurso não deve ser

O concurso não é um mal em si. Mesmo assim, não deve ser a primeira e única alternativa em um País como o nosso. Estamos onde estamos como nação em grande parte por isso. Essa dependência do Governo torna nosso desenvolvimento precário. Se realmente queremos um País melhor, devemos querer menos concursos públicos e fomentar liberdade econômica, individual e empreendedora. Somos criativos, só precisamos de menos Governo para dar certo.

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Justiça Própria 2 de julho de 2016

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Via o mundo com bons olhos. Alex também se via. Não havia nada que não fosse aceitável. Daquilo que ouvira ser da TV. “Não deveria haver pena de morte”, repetia. “É desumano”, dizia. “Não deve haver força que decida quem deve morrer ou viver”.

No Trem ao se encontrar com Clara declarava: “Estou apaixonado por você”. Clara, atônita, não sabia o que dizer: “Bem, somos amigos, certo?”.

“Eu sempre achei que…”, dizia Alex.

“O que está fazendo Alex?”, enquanto apertava aos poucos seu pescoço.

“Decidindo por você. Ninguém mais pode te ter”, explicava Alex, “o que você fez é desumano”.

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