Carla e o Pai

Carla era super bonita. Orgulho de Afonso, seu pai. Sempre bem arrumada, penteada, limpinha. Não havia nada de feio nela. E Afonso fazia questão de gastar o máximo com ela, “tudo de bom e do melhor”, dizia ele. Roupas, acessórios, caminha, seu quarto, tudo. Sem deixar, é claro, sua saúde. Quando viajava deixava Ela com sua mãe, e ela era ainda mais paparicada. Ao chegar de viagem, corria ao encontro do pai, sempre alegre, jovial e simples. Pai solteiro, sempre saía com Ela em lugares que ela pudesse ir, era fácil amá-la. Ela respondia com poucos sons, era uma Dachshund.

Erros do passado

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Não há nada mais chocante que olhar para trás e perceber que errou. Assim era a Mãe de Alexandre ao ensiná-lo. “Não me arrependo de nada que fiz” era o motto mais absurdo de Maria, e sua maneira de educar. Era também Alexandre. Não pensava antes de falar e fazer, apenas fazia “o que sentia de fazer”. A diretora dizia: “Mãe, ele é violento”. O dono da farmácia dizia: “ele não quer trabalhar”. Ela apenas passava a mão na cabeça. “Meu filho?Nunca!” Por fim, a Mãe ouviu o ultimo alerta: “Alô, Dona Maria? Seu filho foi morto pela Policia.”

Quando se tem demais

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É fácil perceber quando se tem demais. Não se percebe. É tanto que por mais que se tente, a visão, aquilo que usamos para ver não se vê no mar de coisas. E vale dizer que nem sempre são coisas mas afazeres. Sempre estamos fazendo algo, sempre ocupados, mesmos quando não estamos. Estamos cheios de tudo. Na verdade, cheio de nós.

Hora Errada

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Uma casa isolada. Em um enorme gramado ralo, queimado pelo sol, amarelo. Vivia uma Senhora, avançada no tempo, quebradiça. Seu marido voltara a casa eterna, e por isso convivia apenas consigo e a vida. Cansada mas com olhos vividos, brilhantes. Cuidava de suas plantas quando uma carta chegava. “Querida …”- dizia no começo – “Não há nada mais difícil do que dizer estou voltando para casa”, terminava. “ai meu Deus”, suspirava a Senhora. Dias passados. Meses. “Mãe!” -alguém gritava – “Mãe!” – batia palmas agora. Sem resposta, entrava. “Tem alguém ai?” – sentiu cheiro de comida. Fria, Ela apenas deitada ao chão segurando a carta.

Não Mate Índios. Mate apenas Brancos

Attributed_to_Karl_Bodmer_-_Capture_of_the_Calloway_Girls_and_Jemima_Boone_-_Google_Art_ProjectModernos querem preservar culturas antigas, como as indígenas mas estão prontamente dispostas a destruir a fundação de suas próprias sociedades. A lógica da preservação deveria valer para ambas. Se devo preservar certa cultura por ter um valor intrínseco, independente de não concordar com suas práticas (assassinato de bebês e crianças especiais, casamento infantil, caça de animais em extinção etc) porque outras não deveria receber o mesmo tratamento?

Somos tão rápidos a criticas os problemas de nossa sociedade mas tão misericordiosos com culturas indígenas que devem ser tão criticadas quanto.

Sempre voltamos aquela velha história do bom selvagem. Desenhos (Pocahontas, por exemplo), filmes e literatura ainda nos vendem que índios são gente boa. Não guerreiam, mata, estupram ou mentem. Basicamente não são seres humanos, são seres divinos. Isso não é verdade. Não há tanta disparidade entre os homens ao longo das eras e culturas. Sempre tivemos os mesmos problemas de sempre. Nossa única diferença é que adicionamos tecnologia que culminou uma gigantesca interação entre países. Nada mudou.

Somos seres decaídos. Sejam brancos, pardos, negros e índios, nenhuma raça escapa dessa característica. Apesar disso, teimam em pintar indígenas como gente de alta cultura, sábios e para onde heróis de filmes normalmente buscam conselho. Essa imagem fictícia e toda a ideologia da esquerda quer provocar um ódio latente pelo Ocidente (e portanto, pelo Cristianismo) e dar o papel de vilão para o homem branco.

Esse monomania de culpar o homem branco por tudo de ruim que acontece no mundo exerce uma tremenda influencia nas politicas publicas. Cria-se incentivos de todo tipo para minorias como forma de desculpa histórica do branco. Olhamos para a humanidade com uma visão de que ninguém além do homem ocidental trouxe mazelas aos outros homens. Terroristas islâmicos? Culpe os brancos. Assassinatos de negros? Culpe os brancos. Morte entre homossexuais? Culpe os brancos. Essa cultura que com seu olhar míope não enxerga os erros de todas as culturas: negras, hispânicas, indígenas, asiáticas etc.

Basta ser humano para cometer erros. No entanto, continuamos a enxergar índios com um olhar de ternura. Achamos que são mais puros e mais santos que nós. Intocados. Nada mais longe da verdade.

Essa cultura contra o branco floresceu. E temos seus frutos hoje. Espancam brancos e brancas na França, e postam no youtube. Mulheres negras se juntam para bater em uma menina branca, e postam nas redes sociais, se gabando. Divida histórica? Não. Apenas estupidez. Estupidez humana.

Como forjar sua Alma

Forjar a vontade através da rotina. Talvez uma das coisas mais difíceis da vida. E muito mais difícil nos dias atuais quando estamos anestesiados pelo prazer sem fim. Força de vontade é uma coisa rara. Perdemos ela ao longo do caminho, das dores, dificuldades, decepções. É ai que entra a constância da rotina. Fazemos não porque sentimos vontade(sic) mas porque queremos vontade. A falta de vontade nos torna apáticos, subservientes da realidade e tristes. Exercemos nossa humanidade através da vontade, sem vontade não há homem. E não digo vontade na aparência de tirania do eu mas sim daquilo que nascemos ou precisamos fazer. Aquilo que é bom e necessário que façamos. Sem horários ou metas definidas vagamos sem rumo. Vagamos como Aragorn em Senhor dos Anéis. E assim como ele sabemos que fomos feitos para mais. Contudo, nos acostumamos a mediocridade. A não dar vazão a tradição diária daquilo que nos torna gente. Rotina não apenas define caráter, define alma.

Um certo ditado diz: hábito é uma segunda natureza. Ou seja, no fim de todas as coisas, aqueles que tiveram seus hábitos (ou como disse Jesus “seu tesouro” em Matheus 6:21) tiveram seus corações inclinados as coisas deste mundo ou do vindouro.

“Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito para as coisas do Espírito.” Romanos 8:5

Não é sobre o menino de Aleppo

aleppo-meninoNão é sobre o menino de Aleppo. É sobre dominação mental. É sobre um modelo de pensamento a goela abaixo. É sobre um tipo de jornalismo que apenas copia e cola, não pensa. É sobre uma narrativa que não se valida na realidade.

É sobre ser conivente com o inimigo que não pode ser nomeado. É sobre culpar bombas e não humanos. É sobre negar a existência de crianças ocidentais mortas em atentados porque não serviam ao proposito propagandista. Pouco se importam com a criança de Aleppo, ela não é uma criança, apenas um simbolo dos “horrores” da guerra.

Descaraterizado de humanidade para usá-lo como bandeira. Não é sobre chamar terroristas de “rebeldes”. Não é sobre a violência sistêmica do Islã contra ocidentais e contra eles mesmos. Não é sobre os terroristas que por acaso (todos) leram o corão.

O Fim da Infância

crianca_sozinhaA medicina e a tecnologia mudou como nos relacionamos com crianças. Não somente através de anticoncepcionais as evitamos mas através de outros meios as tornamos acessórios, as sexualizamos e por fim as abortamos. É o fim da infância.

O mundo tem se tornado um lugar hostil a elas. De diversas maneiras tornamos a vida das crianças, e essencialmente, a infância mais difícil. Evitamos ao máximo que elas venham a existência com uma infinidade de métodos contraceptivos. As que são permitidas de viver normalmente se tornam filhos únicos, ou seja, passam a infância sem ter com quem brincar e compartilhar. É claro que adultos equilibrados nem sempre tem irmãos. A infância (boa ou má) de alguém não é sempre definitiva na vida adulta. No entanto, muitos filhos solitários perderam a oportunidade brincar com seus irmãos e irmãs para sempre. Quando mais velhos não podem dividir as cargas da vida com os mais velhos, ajudar seus pais, familiares e a si mesmos. Perde-se o pertencimento familiar que devemos podemos sempre voltar ao longo da vida.

O mito da superpopulação apenas funcionou com um propósito: promover a morte de bebês através do aborto. Crises e mais crises se acumulam nessas ultimas décadas e nos perguntamos o porquê. Sistemas previdenciários estão quebrados ao redor do mundo, e ninguém sabe a razão. A família, que sustenta isso tudo, está sumindo.

A realidade é em Estatística há uma média que determina quantas crianças são necessárias para “substituir” a geração anterior. Quando um país chega a este numero, a população envelhece, sem força de trabalho, o sistema previdenciário incha sem ter a juventude para pagar. Apesar disso nos é dito que o no mundo há pessoas demais. Isso mesmo com estatísticas que dizem que 50% dos países estão abaixo da taxa de fertilidade aceitável.

Impedidos da Inocência

Crianças hoje são perseguidas por todos os meios para perder a inocência cade vez mais cedo. Incentivados a serem sensuais, a ouvirem musicas sobre sexo e assistirem filmes, novelas e desenhos sobre sexo. Ensinam, todos eles, que fazer sexo ou ter um namorado é sua razão de viver. Deturpados pela mídia, literatura e musica, meninos e meninas buscam se autoafirmar ao buscarem essa liberação do libido. Relacionamentos e sexo são obrigatórios para compensar a falta de direção de crianças que já perderam a infância a tempo. Adolescentes grávidas são regra, e não exceção.

A modernidade trouxe liberdade sexual sem responsabilidade. Essa liberdade possibilitou diversas escolhas mas sem a construção de uma consciência que saiba escolher bem. Adolescentes são mimados a vida toda, e sem nenhum tipo de compromisso tornam-se pseudo-adultos. Por achar que podem fazer o que bem entendem, o fazem com a noção que são “independentes”. Sua maturidade está apenas na noção que de tem a liberdade total de fazer qualquer escolha. O ponto é que ser adulto não é apenas isso. Maturidade está relacionada a dever. Adultos que crescem sem a ideia de dever se tornam crianções.

Nações de Bebezões

Já vivemos em um mundo que Crianças são criadas por engenharia social através de Estados e Mídias controladoras. Já vivemos uma distopia. Pais dão mais atenção a cachorros e ao seu smartphone do que a seus filhos. Pessoas se importam mais com a discussão de qualquer subcelebridade no twitter do que a Mãe moribunda. E ainda assim, nos perguntamos o que há de errado no mundo.

Crianças estão em extinção. Ao fortalecemos a ideia de que filhos são um peso, tristeza e dor não ajudamos em nada a resgatar a ideia da beleza da infância. Ao passo que vemos adultos infantis, vemos também crianças adultas. Em certos casos, crianças tomam para si a responsabilidade que deveria ser de seus adultos. Do outro lado vemos infantes que se auto afirmam maduros por diversas razões fúteis (transar e sair sozinho, por exemplo).

No processo de destruição da infância a pornografia e a sexualização são os meios mais rápidos. Cada vez mais cedo, sem querer, crianças acabam esbarrando no mundo da pornografia e ouvem musicas que falam que tudo existe na vida é sexo. Como esperar que adolescentes não engravidem? Falamos sobre sexo como a solução para os problemas da humanidade, quando na verdade é quase o oposto. E com essa falação não apenas tornamos mais sensíveis meninos e meninas mas impedimos eles de viver sua infância e adolescência de maneira sadia. À exemplo de “grandes” cantoras teens da atualidade, como Taylor Swift e Miley Cirus demonstram como essa sexualização cedo pode causar.

Incentivamos o sexo cedo mas não permitimos que outras áreas da vida das crianças sejam desenvolvidas. Crianças não podem exercer responsabilidades porque são crianças. Privadas de trabalhar cedo, cuidar de irmãos ou mesmo ficar sozinhas criamos e mantemos elas como bebezões. Sem responsabilidade continuam ao iniciar a vida sexual, sem perder a imaturidade aprendida. Criam crianças piores do que já são. O ciclo está criado.

Incentivados a não envelhecer

A falta de amadurecimento nos adultos de hoje é evidente. Após décadas de crianças sem responsabilidade, criar adultos maduros é quase impossível. Não aprenderam a lidar com frustrações e deveres, logo, são egocêntricos ao extremo. Lidam com as esferas da vida como um bebezão. Querem apenas o melhor com menor esforço possível, e com muito prazer envolvido. Esperam todo o tipo de incentivo e facilidade e não querem se comprometer a ponto de sofrer pela tarefa.

Adultos imaturos crescem e querem sempre ser o eterno jovem. Não aceitam o envelhecimento. Plásticas, silicone e todo tipo de artifício para torná-los mais “jovens”. Isso apenas reflete seu interior, que longe de ter crescido quer manter as características mentais e físicas de um adolescente. E por estes motivos evitam ao máximo criar outro adolescente, ou criança, visto que basta apenas uma casa.

O Fim da infância vem através das poucas que nascem por adultos relutantes de terem responsabilidades. Nascem em meio a uma cultura que as estupra com a cultura do sexo como libertador. Por fim, a inocência entra em extinção.

 

Onde morrem os Lápis

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Não há nada mais triste do que lápis mortos. Na verdade há coisas mais tristes mas são frutos de outras coisas.

A morte é uma coisa triste, a de lápis uma das piores. E não se trata de quando não eles não são apontados. Se trata de quando ninguém os usa. Na realidade ninguém os defende, o que torna a coisa toda pior. Os matamos quando não os usamos devidamente. Eu troquei eles por lapiseiras. É, eu sei, horrível. Mas muito pior foi quando sem razão aparente os lápis decidiram parar de escrever. Ai sim descobrimos sua falta. Era tarde.

 

 

Do que vi no reflexo de seus olhos

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Subalterno sempre obedecia a Mestre. Ao passar do tempo passou a obedecer a Grande em tudo. Na próxima incursão deveria se mostrar fiel a Grande, e por isso, deveria fuzilar refugiados de outra tribo. Já no local, descobriu que o grupo era de crianças. Nada mudou. “Eram apenas menores”, dizia Grande, “São tão infiéis quanto os Ocidentais”. No momento do extermínio, e dada a ordem, uma criança o olhou em seus olhos e se viu no reflexo deles. Por fim, ouviu uma voz dizendo: “Este é o seu abismo, contemple sua condenação.”