Não é sobre o menino de Aleppo

aleppo-meninoNão é sobre o menino de Aleppo. É sobre dominação mental. É sobre um modelo de pensamento a goela abaixo. É sobre um tipo de jornalismo que apenas copia e cola, não pensa. É sobre uma narrativa que não se valida na realidade.

É sobre ser conivente com o inimigo que não pode ser nomeado. É sobre culpar bombas e não humanos. É sobre negar a existência de crianças ocidentais mortas em atentados porque não serviam ao proposito propagandista. Pouco se importam com a criança de Aleppo, ela não é uma criança, apenas um simbolo dos “horrores” da guerra.

Descaraterizado de humanidade para usá-lo como bandeira. Não é sobre chamar terroristas de “rebeldes”. Não é sobre a violência sistêmica do Islã contra ocidentais e contra eles mesmos. Não é sobre os terroristas que por acaso (todos) leram o corão.

O Fim da Infância

crianca_sozinhaA medicina e a tecnologia mudou como nos relacionamos com crianças. Não somente através de anticoncepcionais as evitamos mas através de outros meios as tornamos acessórios, as sexualizamos e por fim as abortamos. É o fim da infância.

O mundo tem se tornado um lugar hostil a elas. De diversas maneiras tornamos a vida das crianças, e essencialmente, a infância mais difícil. Evitamos ao máximo que elas venham a existência com uma infinidade de métodos contraceptivos. As que são permitidas de viver normalmente se tornam filhos únicos, ou seja, passam a infância sem ter com quem brincar e compartilhar. É claro que adultos equilibrados nem sempre tem irmãos. A infância (boa ou má) de alguém não é sempre definitiva na vida adulta. No entanto, muitos filhos solitários perderam a oportunidade brincar com seus irmãos e irmãs para sempre. Quando mais velhos não podem dividir as cargas da vida com os mais velhos, ajudar seus pais, familiares e a si mesmos. Perde-se o pertencimento familiar que devemos podemos sempre voltar ao longo da vida.

O mito da superpopulação apenas funcionou com um propósito: promover a morte de bebês através do aborto. Crises e mais crises se acumulam nessas ultimas décadas e nos perguntamos o porquê. Sistemas previdenciários estão quebrados ao redor do mundo, e ninguém sabe a razão. A família, que sustenta isso tudo, está sumindo.

A realidade é em Estatística há uma média que determina quantas crianças são necessárias para “substituir” a geração anterior. Quando um país chega a este numero, a população envelhece, sem força de trabalho, o sistema previdenciário incha sem ter a juventude para pagar. Apesar disso nos é dito que o no mundo há pessoas demais. Isso mesmo com estatísticas que dizem que 50% dos países estão abaixo da taxa de fertilidade aceitável.

Impedidos da Inocência

Crianças hoje são perseguidas por todos os meios para perder a inocência cade vez mais cedo. Incentivados a serem sensuais, a ouvirem musicas sobre sexo e assistirem filmes, novelas e desenhos sobre sexo. Ensinam, todos eles, que fazer sexo ou ter um namorado é sua razão de viver. Deturpados pela mídia, literatura e musica, meninos e meninas buscam se autoafirmar ao buscarem essa liberação do libido. Relacionamentos e sexo são obrigatórios para compensar a falta de direção de crianças que já perderam a infância a tempo. Adolescentes grávidas são regra, e não exceção.

A modernidade trouxe liberdade sexual sem responsabilidade. Essa liberdade possibilitou diversas escolhas mas sem a construção de uma consciência que saiba escolher bem. Adolescentes são mimados a vida toda, e sem nenhum tipo de compromisso tornam-se pseudo-adultos. Por achar que podem fazer o que bem entendem, o fazem com a noção que são “independentes”. Sua maturidade está apenas na noção que de tem a liberdade total de fazer qualquer escolha. O ponto é que ser adulto não é apenas isso. Maturidade está relacionada a dever. Adultos que crescem sem a ideia de dever se tornam crianções.

Nações de Bebezões

Já vivemos em um mundo que Crianças são criadas por engenharia social através de Estados e Mídias controladoras. Já vivemos uma distopia. Pais dão mais atenção a cachorros e ao seu smartphone do que a seus filhos. Pessoas se importam mais com a discussão de qualquer subcelebridade no twitter do que a Mãe moribunda. E ainda assim, nos perguntamos o que há de errado no mundo.

Crianças estão em extinção. Ao fortalecemos a ideia de que filhos são um peso, tristeza e dor não ajudamos em nada a resgatar a ideia da beleza da infância. Ao passo que vemos adultos infantis, vemos também crianças adultas. Em certos casos, crianças tomam para si a responsabilidade que deveria ser de seus adultos. Do outro lado vemos infantes que se auto afirmam maduros por diversas razões fúteis (transar e sair sozinho, por exemplo).

No processo de destruição da infância a pornografia e a sexualização são os meios mais rápidos. Cada vez mais cedo, sem querer, crianças acabam esbarrando no mundo da pornografia e ouvem musicas que falam que tudo existe na vida é sexo. Como esperar que adolescentes não engravidem? Falamos sobre sexo como a solução para os problemas da humanidade, quando na verdade é quase o oposto. E com essa falação não apenas tornamos mais sensíveis meninos e meninas mas impedimos eles de viver sua infância e adolescência de maneira sadia. À exemplo de “grandes” cantoras teens da atualidade, como Taylor Swift e Miley Cirus demonstram como essa sexualização cedo pode causar.

Incentivamos o sexo cedo mas não permitimos que outras áreas da vida das crianças sejam desenvolvidas. Crianças não podem exercer responsabilidades porque são crianças. Privadas de trabalhar cedo, cuidar de irmãos ou mesmo ficar sozinhas criamos e mantemos elas como bebezões. Sem responsabilidade continuam ao iniciar a vida sexual, sem perder a imaturidade aprendida. Criam crianças piores do que já são. O ciclo está criado.

Incentivados a não envelhecer

A falta de amadurecimento nos adultos de hoje é evidente. Após décadas de crianças sem responsabilidade, criar adultos maduros é quase impossível. Não aprenderam a lidar com frustrações e deveres, logo, são egocêntricos ao extremo. Lidam com as esferas da vida como um bebezão. Querem apenas o melhor com menor esforço possível, e com muito prazer envolvido. Esperam todo o tipo de incentivo e facilidade e não querem se comprometer a ponto de sofrer pela tarefa.

Adultos imaturos crescem e querem sempre ser o eterno jovem. Não aceitam o envelhecimento. Plásticas, silicone e todo tipo de artifício para torná-los mais “jovens”. Isso apenas reflete seu interior, que longe de ter crescido quer manter as características mentais e físicas de um adolescente. E por estes motivos evitam ao máximo criar outro adolescente, ou criança, visto que basta apenas uma casa.

O Fim da infância vem através das poucas que nascem por adultos relutantes de terem responsabilidades. Nascem em meio a uma cultura que as estupra com a cultura do sexo como libertador. Por fim, a inocência entra em extinção.

 

Onde morrem os Lápis

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Não há nada mais triste do que lápis mortos. Na verdade há coisas mais tristes mas são frutos de outras coisas.

A morte é uma coisa triste, a de lápis uma das piores. E não se trata de quando não eles não são apontados. Se trata de quando ninguém os usa. Na realidade ninguém os defende, o que torna a coisa toda pior. Os matamos quando não os usamos devidamente. Eu troquei eles por lapiseiras. É, eu sei, horrível. Mas muito pior foi quando sem razão aparente os lápis decidiram parar de escrever. Ai sim descobrimos sua falta. Era tarde.

 

 

Do que vi no reflexo de seus olhos

criança chorando

Subalterno sempre obedecia a Mestre. Ao passar do tempo passou a obedecer a Grande em tudo. Na próxima incursão deveria se mostrar fiel a Grande, e por isso, deveria fuzilar refugiados de outra tribo. Já no local, descobriu que o grupo era de crianças. Nada mudou. “Eram apenas menores”, dizia Grande, “São tão infiéis quanto os Ocidentais”. No momento do extermínio, e dada a ordem, uma criança o olhou em seus olhos e se viu no reflexo deles. Por fim, ouviu uma voz dizendo: “Este é o seu abismo, contemple sua condenação.”

Porque Matt Damon não entendeu Jason Bourne

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Jason Bourne está de volta, Matt Damon esta lançando mais um filme da franquia Jason Bourne. O engraçado é que também está fazendo declarações sobre sua posição contra o porte de armas. Isso não faz muito sentido por algumas razões. Primeiro, o filme é uma peça pró-arma. Segundo, o enredo da trilogia de Jason Bourne não apenas valoriza o valor do porte de armas mas também valoriza os pressupostos que os defensores do porte apoiam. Logo, posso entender que, ou Matt Damon não entendeu o filme que fez e as motivações da personagem, ou, ele decidiu não entendê-lo.

A Trilogia Bourne: um resumão

Jason Bourne é uma personagem de um filme de ação. Os filmes trouxeram até uma renovação no gênero com relação as lutas e um certo tipo de realismo que faltava. Tirando esses aspectos estéticos, a trilogia é basicamente um ex-agente do governo que luta contra esse mesmo governo (ou parte dele) por ter se tornado totalitário, corrupto e desumano. A trama gira toda em torno da tentativa de descobrir quem ele foi anteriormente e como voltar a uma vida normal. E para descobrir isso qual é uma das ferramentas que ele mais usa? Armas. Todos querem matá-lo, e como eles são do governo, provavelmente se safarão dos crimes, logo, nada mais justo que ele as use para se defender. Mas Jason Bourne não é apenas um filme de ação (bom, diga-se de passagem) mas deve ser observado além daquilo que vemos. O Filme fala de um individuo que não tem nada para se defender da injustiça de um governo corrupto, que quer matá-lo, a não ser a violência na forma da arma. Essa abstração é necessária para entendermos certos pressupostos do filme sobre sua defesa ao porte de arma. E isso nada tem haver com misturar realidade com ficção. Estamos falando de defesa de ideias, algo que todo filme faz, quer queira ou não.

Porque devemos (as vezes) misturar ficção e realidade

O interessante disso tudo não foi a posição de Matt sobre armas. É de se esperar que atores de Hollywood sejam politicamente corretos até o talo. O fato é que qualquer critica ao ator pode cair no argumento pontual mas superficial: O que tem a ver ele defender a proibição de armas e fazer um filme sobre armas? Ficção e realidade não se misturam! Bem, até certo ponto sim, mas nem sempre. A verdade é que Ficção e Realidade são primas, e elas se conversam. Não podemos imaginar um mundo que realmente ache que Ficção e realidade não estão relacionadas?

Ganhar dinheiro com um filme que usa de armas mas na vida pessoal promover a proibição delas é uma lógica estupida. Por isso devemos imaginar uma situação para exemplificar quão idiota isso é. Há certa escritora de livros para emagrecer. Agora imagine ela gorda. Pode a escritora promover emagrecimento sendo gorda? A ideia é a mesma: ganhar dinheiro vendendo uma ideia mas não viver ela na vida pessoal é hipocrisia. Você pode dizer:“Mas nem todo ator vive aquilo que sua personagem vive”. A resposta para esse contra-argumento é outra exemplificação: Imagine um filme sobre um homossexual que defenda os direitos LGBT e o ator ao mesmo tempo que lança o filme começa a declarar suas opiniões contrárias a prática. Se tal ator existisse, sua opinião e contexto não seriam apreciados. Porque Matt Damon deveria ser?

O problema nesse tipo de atitude é que quando atores se metem, há muito pouco a fazer. Há muita simpática e emoção envolvida. A mídia também torna a discussão pobre por ser seletiva em suas criticas para assuntos que lhe agradam. E por isso Matt Damon não pode criticado por ser contra armas. Já em outros contextos, há criticas diversas à aqueles que defendem o porte, limitação da imigração e um Estado pequeno. Jason Bourne é um defensor da liberdade individual contra a tirania de Governos que sabem o que é “melhor” para nós. Matt Damon faz um desserviço a discussão por não entender isso.

Porque Jason Bourne é fruto do controle de armas e do Estado Big Brother

Jason Bourne nasceu do projeto Treadstone que visava manipular a mente de soldados para se tornarem assassinos. O objetivo era matar aqueles que o projeto considerava “perigoso” em nome da “segurança nacional”. Treadstone é fruto de um Estado inchado, controlador e sem qualquer prestação de contas. Um Estado assim impõe controle de armas ao cidadãos mas não a si mesmo, logo, se vê na obrigação de cuidar de seu povo, mesmo que isso signifique matá-lo. Tudo em nome de um “bem maior”. É sob essas lentes que se deve enxergar o filme: Um Governo sem prestação de contas e Grande começa a cercear direitos fundamentais para impor mais controle. O porte legal de armas é um problema porque impede que o Governo crie insegurança.

Tudo que Jason Bourne tenta fazer do primeiro até o terceiro filme é voltar a sua vida normal e trazer a tona toda a sujeira do projeto. Ao tentar descobrir seu passado e como parou ali, o projeto Treadstone está ameaçado. É o suficiente para uma queima de arquivo se inicie. Em um País onde não há acesso a armas, Jason Bourne não sobreviveria. O ideal do cidadão desarmado não é promover segurança em um País mas sim reforçar o controle do Governo sobre os mesmos. Ao desarmar pessoas comuns não apenas se impede que elas se protejam e protejam seus entes queridos mas os faz dependentes do Estado. É por esse motivo que os contrários as armas sempre concluem que pessoas comuns são incapazes de se proteger sozinhas. Para Elas, o Governo é feito de seres semimíticos que impedem que desastres naturais e tragedias aconteçam simplesmente por existirem. Cidadãos não são capazes de aprender, treinar-se e se proteger por devem estar sempre obedientes e submissos a paternidade Estatal.

Porque Matt Damon não entendeu Jason Bourne

O ator não apenas é um bom hipócrita (como todo ator de Hollywood) mas também não compreende a natureza humana em sua extensão. Não entende que a humanidade precede os Estados e Governos, e por isso tem o dever de se proteger contra Eles e outras ameaças. A vida de Jason Bourne passou a pertencer ao Governo como arma biológica pelo simples fato do mito de que estaremos mais seguros se deixarmos o Estado saber o que é melhor para nós, o que inclui ter armas ou não. Esse mito nos diz que é mais seguro não sermos responsáveis por nós mesmos, e deixarmos o Estado nos dirigir. Foi essa direção que criou Jason Bourne.

Porque Você não deveria fazer concurso

prédio, público, torre alta

Há diversas razões que muitas pessoas dizem porque devemos fazer concurso no Brasil. Dizer porque você não deveria fazer é um ato de rebeldia. E há razões para isso também. Para o Brasil melhorar e para você.

O mercado dos concursos públicos movimentou 50 BILHÕES no ano de 2013 e se já não bastasse cerca de 12% do nosso PIB é gasto com funcionalismo público, acima de países como EUA, Reino Unido e Alemanha. Importante ou não, esses dois fatos não me incomodam tanto quanto me incomoda como se comporta o brasileiro em relação ao concurso e ao serviço público. Infelizmente não conseguimos enxergar o mal por trás dessa cultua pró-concurso em nosso País. E sim, essa cultura pró-concurso é um mal.

O Concurso como salvação

O concurso público no país não é apenas mais um evento da vida como qualquer outro, se tornou uma instituição sagrada que a menor crítica, pedras e mais pedras serão jogadas na sua direção.

A aceitação do concurso público como instituição consolidada, e logo, um mercado lucrativo a favor dela é apenas fruto do pensamento de que não há estabilidade ou segurança em empregos comuns (sic). Os motivos desse argumento são obscuros .

Contudo, acredito haver algumas possíveis razões para que essa ideia seja tão aceita pelo País.

Porque Brasileiros amam um Concurso

Primeiro, brasileiros são imediatistas e procuram sempre o mínimo de esforço como máximo de ganho em menor tempo possível. Brasileiros tem falta de uma visão de médio e longo prazo e são muito conservadores com relação ao ganho por paciência e esforço, vide, amam fazer uma “fézinha” na mega sena.

Segundo, o horror que o brasileiro tem pelo emprego comum são as exigências do emprego comum. Aquelas que todo trabalhador deve se submeter: avaliação da sua performance, constância, excelência, pró-atividade etc. Seja pela falta de comprometimento, profissionalismo e mesmo conhecimento, a insegurança do Brasileiro se deve ao fato de tanto ele quanto seu empregador não tem certeza do que esta fazendo, e seu próprio chefe tem medo de não dar certo por diversas razões. Conhecemos Brasileiros o suficiente para saber o porquê.

Terceiro, as leis trabalhistas brasileiras são uma das mais onerosas do mundo tornando a ação de contratar um peso tremendo para o empregador honesto. Logo, o mercado de trabalho se torna menos competitivo e atrativo. Além de sobrar muito pouco para reinvestimento, o empregador pouco presta atenção naquilo que é o tesouro de uma empresa: o capital humano. Ou seja, de um lado empregados que sonham em fazer nada em uma repartição pública e empregadores que sonham com empregados mais fáceis de contratar, e que são qualificados.

Quarto, a malandragem brasileira. Empregadores espertões mantêm o status quo de que todo empresário é da raça de víboras demoníacas prontas para destruir o mundo. Os funcionários não ficam longe disso, por isso os dois brigam e culpam o outro pela própria falha. Essa ideia é reforçada pela cultura brasileira burocrática, de altos impostos e de jeitinho brasileiro. Enfim, difícil dar certo quando além de caro é ineficiente.

Porque o Concurso se tornou viável

O concurso se torna viável porque além de manter nossa ineficiência e não nos exigir tanto, é pago pelo Estado. Esquecemos que pagamos nosso próprio salário e que ele é pago por impostos. Queremos acreditar que não pagamos por nossa burocracia, falta de qualificação e incompetência.

O Concurso como animal em extinção

O concurso está em extinção pelo menos é o que pensa A ANPAC, Associação Nacional de Proteção e Apoio aos Concursos. É um simbolismo que concurso precisa de apoio e proteção. Um termo que normalmente usado com ser humanos ou animais em extinção. Essa mentalidade demonstra o real estado cultural do brasileiro.

Levamos a sério um modelo que valoriza na sua maioria pessoas pouco qualificadas mas que sabem que já deveriam ter aprendido na escola aquilo que se exige. A maioria dos concursos além de ser usado para gerar algum recurso para prefeituras etc, também estratifica a mediocridade do sistema educacional. Poucos são os mesmos que avaliam coisas além de Português e Matemática básica. Como esperar desenvolvimento se sua própria população procura a solução mais fácil?

O Concurso estaciona vidas

O concurso para a vida brasileira no marasmo burocrático. Exigimos um Estado com menos impostos e menos burocracia mas amamos o concurso. Essa instituição mantêm todo o aparato e espirito de que precisamos de um estado grande que engloba toda a vida, inclusive a profissional, influenciando não apenas como vemos o trabalho mas como também vemos o estudo.

Na escola estudamos o suficiente e as vezes mau passamos por ela. O concurso vem como a solução profissional daquilo que sempre fizemos: estudar apenas o suficiente e o pontual. Passamos no concurso para estacionar no que deveria ser um esforço mais longo de busca pelo conhecimento, crescimento e desenvolvimento profissional e pessoal. Nada disso importa quando se passa para um concurso.

O Concurso nos faz esperar pelo Estado como salvador

O concurso público torna comum procurar uma solução de algum problema na sociedade com a resposta pública. Para tudo temos uma secretaria, uma instituição pública para solucionar nossos problemas. Não existe na nossa cultura uma busca sistemática, informal e advinda da sociedade civil de soluções eficientes. Esperamos sempre pelo Estado. Dizemos: Falta investimento público, falta interesse do Governo etc.

O que o Concurso não deve ser

O concurso não é um mal em si. Mesmo assim, não deve ser a primeira e única alternativa em um País como o nosso. Estamos onde estamos como nação em grande parte por isso. Essa dependência do Governo torna nosso desenvolvimento precário. Se realmente queremos um País melhor, devemos querer menos concursos públicos e fomentar liberdade econômica, individual e empreendedora. Somos criativos, só precisamos de menos Governo para dar certo.

Justiça Própria

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Via o mundo com bons olhos. Alex também se via. Não havia nada que não fosse aceitável. Daquilo que ouvira ser da TV. “Não deveria haver pena de morte”, repetia. “É desumano”, dizia. “Não deve haver força que decida quem deve morrer ou viver”.

No Trem ao se encontrar com Clara declarava: “Estou apaixonado por você”. Clara, atônita, não sabia o que dizer: “Bem, somos amigos, certo?”.

“Eu sempre achei que…”, dizia Alex.

“O que está fazendo Alex?”, enquanto apertava aos poucos seu pescoço.

“Decidindo por você. Ninguém mais pode te ter”, explicava Alex, “o que você fez é desumano”.

Sobre Educação e Passado

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Na antiguidade, as profissões eram aprendidas de pais para filhos através do dia a dia. O beneficio disso era a simplicidade, a constância e a pratica diária para o aprendizado efetivo. Não havia porque não aprender porque o vinculo familiar garantia a reprodução do conhecimento para a próxima geração. Quando voltamos para a modernidade, no entanto, esse tipo de educação se perde no meio eletrônico e na obrigatoriedade da educação formal e escolar. O vinculo que na antiguidade guiava e aprofundava a relação entre a família através do aprendizado diário e orgânico, se perde na forma do smartphone. Posso aprender tudo na palma da mão mas estou sempre isolado e só.

Um outro aspecto interessante é que com o advento da tecnologia, tudo se tornou individualizado e apenas prazeroso. O aprendizado é tratado como uma outra maneira de se obter prazer e uma recompensa a médio ou curto prazo. Essa preocupação não era evidente na antiguidade. O prazer do aprendizado era considerado fruto do dever cumprido como consequência e não objetivo. A conexão de filhos com os pais, de pertencimento, respeito pela tradição e pelos ancestrais elevava esse aprendizado ordinário ao patamar de essencial a vida comum. A educação era cultural.

É na modernidade que a educação se esfarela no crescimento do individualismo e do hedonismo. Uma busca que se baseia apenas eu para responder se uma educação é adequada ou não. A classificação como aceitável ou não depende do grau de satisfação e de prazer oferecido ao aprendiz. A importância do objeto aprendido é irrelevante, e não somente, o vinculo criado na relação entre aprendiz e mestre é supérfluo. Não é atoa que vemos o crescente desrespeito pela imagem do professor.

Dada a importância a satisfação, tudo que provoque outro sentimento deve ser descartado. Nesse sentido, quanto menos efetiva a educação moderna, mais ela busca se tornar menos educativa e mais prazerosa. Por isso essa obsessão com a inserção de todo tipo de tecnologia, modelo, ideologia, sistema e formato dentro da sala de aula sem o questionamento do que realmente seria bom. Mas como diria G.K. Chesterton que nem todo movimento é progresso.

Apesar do esforço em “contextualizar” a educação aos novos tempos, não se percebe que ao fazer isso se engessa o ensino por simplesmente buscar estar na moda e não educar. A educação deve ser em certo sentido atemporal por não ter uma divida com o tempo atual mas com todo o passado.

Educar é trazer a tona, levar para fora e entender porque certas coisas funcionam e porque são boas e belas. O moto da educação moderna de criar cidadãos criticos, de “fazer pensar” é inútil porque desvirtua o objetivo real da educação. Aprendizes já pensam e por isso devem ser ensinados a compartilhar um vinculo de entendimento do valor do conhecimento do passado. Antes de se desvincular com o passado ou criticá-lo, o aprendiz deve conhecê-lo. Por isso educar é demonstrar a eles o valor e os motivos porque certas coisas são do jeito que são e o que podemos fazer para melhorar mas sem destronar a ideia central que todo conhecimento precisa de tempo para assentar, descansar, e que nem tudo que foi deve ser destruído.

Porque não cultura do homicídio?

grave-old-west-old-west-romantic-cross-desertSe existe cultura do estupro existe também cultura do homicídio, pelo menos no Brasil. O dicionário diz que cultura é um conjunto de regras, costumes, conhecimentos adquiridos e manifestações artísticas de uma determinada sociedade. Cultura também denota que temos algo (em) comum, ou normal. Quando dizemos que possuímos uma cultura de estupro ou homicídio, estamos dizendo que ativamente promovemos tais praticas como promovemos, por exemplo, a dança do bumba meu boi na escolinha do filho. Se é este o caso, devemos mudar tanto o significado de cultura quanto de estupro e homicídio. E promover ambos como simbolo nacional do que nosso Brasil se tornou: Um poço de miséria.

Estatísticas dizem que por ano no Brasil há cerca de 50 mil estupros e 64 mil homicídios por ano. Apenas um ganha repercussão, o segundo normalmente só há um silencio constrangedor. Apesar disso, uma parcela dos políticos, mídia e população afirmam erroneamente, e varias vezes, suas causas. Falam que estupros são causados pelo machismo na sociedade brasileira, como se pênis andassem sozinhos praticando agressões sexuais por osmose cultural e que todos os homens fossem idênticos. Afirmam também que homicídios são causados pela segregação racial, pobreza e genocídio dos negros, como se todo pobre e negro andasse armado pensando em matar alguém. Essas razões estão longe de ser verdadeiras. Servem apenas para diluir a responsabilidade individual de crimes cometidos, porque no momento em que se concordarem terão que negar toda a narrativa e estrutura governamental para “solucionar” estes problemas.

A esquerda finge pensar que pode curar o mundo tanto de estupros e como de homicídios relativizando a crueldade humana. E para curar estas “vitimas” da sociedade faz com que suas atrocidades se tornem as mais amenas possíveis das mais diversas formas. E são essas injustiças que causam revolta e fazem a narrativa de culpar grupos ou uma sociedade funcionar como direcionamento do ódio ressentido das verdadeiras vitimas.

Deve-se sentir culpado por ser homem mas não se pode criticar o Funk por tratar mulheres com pedaço de carne. Da mesma maneira devemos nos sentir culpados por sermos brancos ou ricos mas não podemos exigir penas duras (pena de morte e maioridade penal reduzida) mesmo quando bandidos matam e esfaqueiam rindo de suas vitimas. O caso do estupro de 33 homens entra nesse contexto. Devemos nos sentir criminosos e estupradores mas não podemos responsabilizar os pais e nem mesmo a menina por estar em um lugar não apropriado para sua idade. E apenas em mencionar isso não se está suavizando a culpa dos animais que cometeram o crime mas devemos nos perguntar se como Pais deixaríamos a situação chegar a esse ponto.

Pessoas agem como marginais, cantam baixarias e vivem como bichos mas não podemos dizer que isso conduz a um certo estilo de vida com muito mais riscos. Se realmente existe cultura do estupro porque o Funk não faz parte dela? E se promovemos o estupro porque não se vê tanto indignação com tantos assassinatos?

O Problema do Funk

Musicas não estupram pessoas. Assim como armas não matam pessoas, pessoas estupram pessoas. Serial Killers podem ouvir death metal, musica clássica ou mesmo Beatles. O fator aqui não é dizer que musicas nos influenciam a fazer coisas como estupro brutal de uma menina de 16 anos. Elas nos dizem coisas sobre o nosso redor. Gêneros de musica nascem dentro de culturas, logo, são fruto delas.

O funk é a consequência de uma cultura que promove a irresponsabilidade no sexo. Claro, nada longe da cultura dominante no Brasil mas essa subcultura é muito menos comedida. Essa “cultura” funk tornou normal ver adolescentes andando pela madrugada, indo em baladas e pancadões. Um desses, uma menina que desde dos 13 anos frequentava bailes funk, teve o azar de ser a vitima da vez. E não era que não fosse esperado, já estava claro em tudo ao redor, e era apenas questão de tempo para algo acontecer, não com ela, mas com alguém. Em toda o clima dos bailes, em todas as letras e em todo o vocabulário apenas uma coisa é clara: sexo sem escrúpulos e inconsequente. Então como se pode esperar, ou ficar chocado quando não se encontram no mesmo recinto os mais nobres cavalheiros? Porque se espantar ao achar jovens que não apenas cometem um crime horrendo mas se gabam do mesmo?

O funk não gera estupros mas a cultura que o fomentou sim. Uma simples busca no google mostra 57 mil resultados(isso apenas em 2015), a maioria dos casos (noticiados) são de menores abusadas em bailes ou estupros de jovens. Defender que o funk não tem ligação com a violência é absurdo porque uma é fruto da outra. O funk nasceu de dentro do tráfico nos morros do Rio, e não mudou muito em sua essência desde então. Por isso não adianta culpar o machismo, a sociedade etc porque os culpados não são uma abstração, são homens sem punição.

Em tantos outros casos pelo Brasil a fora um coisa fica clara em dois aspectos. O Brasil não pune e não sabe punir crimes assim e a própria cultura desresponsabiliza o papel dos pais ao deixar se tornar comum a ida a lugares que adolescentes não devem ir. E isso não significa que pessoas não devam ser proibidas de se divertir mas colocar crianças em risco é crime, e o caso da menina do Rio estuprada por 30 homens é um caso desses também. Nos acostumamos a ver crianças mimadas e rebeldes desde cedo que ao chegarem a adolescência se acham no direito de fazer o que bem entender.

Culpar pais não justifica os estupradores. Em casos envolvendo crianças deve-se colocar em xeque até que ponto o ocorrido foi negligência dos responsáveis. E como muita coisa no Brasil, a negligência é grande. Isso se traduziu em cerca de 7,2 milhões de adolescentes grávidas em 2013.

A gravidez na adolescência é um problema publico mas não governamental. Os defensores dos “direitos humanos” dizem que os principais fatores para esses casos é a falta de informação. Algo difícil de acreditar em um país onde existem mais celulares que pessoas e 98% das crianças estão nas escolas. Outro fator imputado difícil de aceitar é o da pobreza. Sempre se raciona que a pobreza leva a diversos riscos a criança e ao adolescente, até certo ponto verdade, mas como entender esse motivo no Brasil como sendo a causa da gravidez? A falta de comida, abrigo ou bens pode tornar alguém vulnerável a transar com alguém com consenso? O problema aqui é cultural, moral e familiar.

Para se tratar a doença do estupro é preciso tratar alguns de seus sintomas que facilitam ela a se espalhar. Esse não é o primeiro caso, e nem será o ultimo enquanto se culpar quem não é o único culpado. O culpado não são todos homens, nem a sociedade são aqueles que cometeram e os pais que permitiram que chegasse a isso. Estamos perdendo a infância.